Rua Nadir Silveira de Freitas, 100
Caxias do Sul - RS

+55 (54) 3227.5789

Redes Sociais

  • Grey Facebook Icon
  • Grey Instagram Ícone
  • Grey Google+ Icon

Certificado ISO

Copyright 2018 - By Chazanweb.com

Buscar
  • Supercor

Verdades sobre o plástico


Artigo escrito por Matheus Susin - Coordenador Técnico Supercor


Discursos de ódio, mentiras e falta de informação circulam diariamente nas redes sociais, veículos de comunicação e, até mesmo em grupos de amigos, quando o assunto é o plástico. Porém devemos ressaltar que grande parte dessas informações não possuem embasamento científico para tais argumentos.

Certamente você já ouviu falar que o plástico é cancerígeno, que causa problemas para a saúde e que deveria ser extinto por causa das suas propriedades nocivas ao meio ambiente e ao ser humano.

Revistas renomadas, em parceria com laboratórios licenciados executaram estudos para verificar a procedência de tal repercussão e, após testes, identificaram dois tipos de polímeros nocivos: POLICARBONATO e o POLI TEREFTALATO DE ETILA, mais conhecido como PET.


Mas o assunto segue em alta. Diversas campanhas pedem a substituição de copos plásticos descartáveis de ambientes de uso comum por canecas de mesmos materiais citados acima. Porém é necessário avaliar o processo todo para obter o pensamento ecologicamente correto. Quando acontece a troca por uma caneca de cerâmica ou vidro, devemos pensar que o método de extração destas matérias primas origina-se da extração mineral. Sendo assim, para a obtenção dos minérios de produção necessita a exploração de uma grande área de terra, causando desmatamento e mexendo com a fauna e flora da região.


Na sequência, para a mineradora necessita de milhares litros de água por dia, que pode vir a ser contaminada por metais pesados, além do solo. Em alguns casos, quando esse tipo de exploração fica próximo a cidade, é criado a contenção de resíduos, onde basicamente são empilhados camada-sobre-camada de dejetos, que a mineradora não utiliza, dentre eles, terra, minerais menos nobres e metais pesados. O cenário da região muda completamente, como ocorrido recentemente no caso de Brumadinho.

Após o processo citado acima, existe o beneficiamento da matéria prima que tornará a forma que o consumidor deseja: um copo. Neste processo, necessita haver muita energia para fundir o material, podendo chegar a temperatura de 1200ºc. Para atingir as elevadas temperaturas, em alguns casos, são necessários o uso de caldeira com queima fóssil (óleo ou madeira) e fornos elétricos.

Para efetuar a higienização, é necessário o uso de produtos químicos. Um destes produtos é o detergente, que possui como base ativa surfactantes. Este composto, tem como característica principal a formação de espumas que prejudica muito o meio em que é descartada, pois impede a troca de oxigênio entre a água e a atmosfera, devido a camada de espuma criada. Para isso é necessário que o descarte seja feito em uma E.T.E.e, se não for bem executado tem como resultados rios contaminados.

Na questão do plástico, a reciclagem é feita pela separação de tipos de polímero. No caso dos copos descartáveis de poliestireno, são separados, lavados moídos, e extrusados novamente, tornando-os com aparência de grãos pequenos que são encaminhados novamente a indústria de beneficiamento de plásticos para que o polímero se transforme em outro artigo, podendo repetir este ciclo indeterminadas vezes.

Contudo é necessário fazer análises críticas sobre esse assunto. Havendo conscientização popular sobre o assunto, os copos descartáveis, por exemplo, além de ser ecologicamente correto, podem se tornar fontes geradoras de novos empregos. Fica a dica para pensar a respeito sobre qual o melhor uso.

14 visualizações